Porque grandes garotas não choram. Elas escrevem.

No fim, todas as histórias são semelhantes

sábado, 6 de novembro de 2010

É como não se espera. Você se protege, foge, mas finalmente se entrega. Resolve se dar de presente a chance de ser feliz, de pelo menos tentar.
O princípio é sempre lindo: a certeza de que encontrou o que procurava. Poucas coisas são melhores que isso. Vocês se gostam, vão se conhecer melhor e, com toda certeza, irão se gostar mais ainda a cada dia. E os defeitos um do outro serão relevados porque nada é mais importante que este sentimento. Seria realmente belo, mas você acorda. Você acorda e as coisas já não são tão fáceis. O mau humor dele te magoa e ele se irrita com o seu sentimentalismo excessivo. Aos olhos dele, você já não é tão bonita e a inteligência dele já não lhe parece tão espetacular. As diferenças entre vocês incomodam. Ele diz sim e você não. Você prefere um filme e ele quer ir ao barzinho com os amigos. Tudo o que você pensa, ele pensa o contrário, tudo o que ele quer você acha melhor não. E, por achar impossível viver assim, você foge mais uma fez na esperança de se proteger. Diz para si mesma que é melhor assim e acha que um novo amor te fará esquecer. Bobagem! Não se enche um copo que já está transbordando. E, depois de algum tempo, você retorna ao ponto anterior. Você fugiu, você o deixou, mas ainda o ama. Devia ter lutado um pouco mais, mas teve medo. Agora, simplesmente, é tarde. Então você tenta se conformar com a amizade e o convívio, tenta dizer ao seu coração que houve uma época em que você podia viver sem ele, tenta convencer a si mesma de que isso vai passar. E os dias passam, você segue a sua vida e sente que a angústia está passando. Mantendo o mínimo de contato e algo parecido com amizade, você vai sobrevivendo. Até que, em um dia como qualquer outro, exceto por seu cansaço, ele surge novamente se fazendo encantador. Aquele toque, que por tantas vezes você quis sentir novamente, finalmente estava ali. Você não pôde conter o sorriso que surgiu em sua face, assim como também não poderia conter as lágrimas que cairiam pouco depois. A magia daquele momento se dissipou tão rápido e inesperadamente quanto surgiu. Incrível como, mesmo havendo mil e um motivos para você esquecer, você ainda procura por aquela pequena e solitária razão que a faz lutar em uma batalha perdida por um tesouro condenado. Por que ele resolveu ressurgir em sua vida, encher seu coração de esperanças se não era isso que ele queria? Por que diabos ele se sentiu no direito de te usar e dispor assim dos seus sentimentos? Pra que? Com que objetivo? E simplesmente te pede desculpas como se isso fosse unir novamente os destroços do seu coração. Ironicamente, seu coração imbecil, mesmo em pedaços, não consegue ter raiva. Você deseja continuar, mas não quer tirá-lo de sua vida, não quer esquecer os momentos bons, não quer superar e virar a página porque, dentro de você, algo lhe diz que o capítulo não foi encerrado e que ainda existem coisas a serem ditas. E você se pergunta se vale a pena dizer cara a cara, ou se uma simples mensagem de texto pode resolver. Decide-se então por nenhum dos dois. Decide que é melhor escrever. Não para ele, e sim porque sabe que as palavras ficariam presas dentro do peito e você não conseguiria falar tudo o que precisa ser dito. Abre seu caderno e escreve, tenta retirar a dor de dentro de você e colocá-la no papel na esperança de se sentir melhor. Tenta em vão. Mas, apesar de tudo, você já esperava um “não”, mas jamais imaginara que seria desta forma e que reagiria assim. Por fim, o amor-próprio que ainda resta em você te faz levantar a cabeça. E você promete a si mesma que isso vai passar e que, aos poucos, pedacinhos da sua alma começarão a voltar e aquela época turva vai ficar para trás e você poderá se dar de presente outra vez a chance de ser feliz, dizendo sempre a si mesma que sua felicidade depende unicamente de você.

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Confessar, descobrir e reagir

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A doçura me deixou faz algum tempo. Incessantes erros tenho cometido movida por minha fraqueza emocional. Não tenho ouvido muitos elogios. Pelo contrário, tenho sido constantemente criticada, e com motivos. Decidi que minha dor pertence somente a mim. Sim, sou exibicionista e gosto excessivamente de atenção. Mas existem pedaços de mim que eu jamais quis mostrar. Continuarão ocultos. E ocultas serão também muitas das partes que antes não via problema em mostrar. A transparência muitas vezes se confunde. Tudo bem! Ando confusa também. Porém, recentemente, uma brisa leve me tirou o fôlego. Foi o bastante para eu ter a certeza de que tudo que eu queria estava ali. Os equívocos que cometi em decorrência da necessidade de provar pra mim mesma que eu não precisava daquilo, ainda machucam. Mas os deixarei para trás, porque eu sei que vale a pena. Não preciso procurar em mais ninguém aquilo que já havia encontrado. Está bem diante dos meus olhos, bem ao alcance de minhas mãos, tão perto de meu coração que quando respiro consigo tocá-lo. Um simples minuto me tirou o folêgo. E minha respiração não será a mesma. Você já sentiu algo assim? - lhe pergunto. E você dirá: - É claro! Todos vivenciam, ao menos uma vez, a instabilidade, a confusão e a beleza que é amar. - Neste momento, um sorriso inundará a minha face e eu saberei que, acima de todas as coisas, não há nada melhor que isso.

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Se não der certo

domingo, 3 de outubro de 2010

Se não der certo, eu pego minhas coisas e vou embora. Levo somente as roupas coloridas. Levo somente os livros que falam da vida. Se não der certo, eu vou embora e levo comigo a lembrança da pessoa que eu amo. Se não der certo eu vou viajar pelo mundo com um ar de graça e de tranqüilidade. Se não der certo, eu puxo você pela mão e vou, não importa onde, não importa quanto tempo vou ficar, o que importa é que vou. Se nada der certo e ainda assim você quiser me acompanhar para o nada, eu agradeço, pois precisarei do seu amor. E então poderemos parar em um algum lugar, com um Dry Martini nas mãos, rindo do mundo até olharmos para todas as coisas que deixamos, tudo o que não levamos conosco e percebermos que foi um equivoco dizer que não deu certo, porque precisávamos dessa transição para realmente dar certo. E naquele momento mais do que em qualquer outro, vamos perceber que tudo com o que sonhamos está ali, diante de nossos olhos...

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"É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los"

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